Infoecosys
Infoecosys Análises INFO

Caso Queiroz: Uma organização criminosa chamada Governo Bolsonaro

Na quinta-feira, dia 18/06/2020 o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, foi preso em operação conjunta policia do Rio e da de São Paulo. Foi encontrado em um sítio de propriedade de Frederick Wassef , advogado de Flávio e Jair Bolsonaro. Queiroz era o operador do chamado "esquema da rachadinha" através do qual, os assessores do então deputado abasteciam o seu gabinete com parte de seu salário (até mesmo 100%). Queiroz é parte da organização criminosa Jair Bolsonaro, que funcionava até este se tornar presidente da República. As relações de Queiroz com a família Bolsonaro, de um lado, e com o crime organizado(milícias) de outro, podem levar a esclarecer os crimes cometidos pelos membros dessa quadrilha e provocar a queda do Presidente. Esta é a razão pela qual a prisão de Queiroz se tornou o fato político mais importante desses últimos dias. Alguns fatos revelados ao longo desses dias reforça esta importância desta prisão.

A esposa de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, recebeu um depósito de Queiroz em sua conta , de R$ 24,000,00 , certamente para certas despesas correntes. O mesmo aconteceu com a esposa de Flávio Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, que recebeu, em 2011, R$ 25000,00 de Queiroz. Segundo o Ministério Público, o esquema da rachadinha na ALERJ desviou um total de R$ 2 milhões.

O MP-RJ (Ministério Público do Rio) rastreou pagamentos de plano de saúde e mensalidades escolares das filhas de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e apontou que mais de cem boletos (cerca de R$ 286 mil) foram pagos em dinheiro vivo. No levantamento, o MP-RJ verificou que os pagamentos não correspondem à movimentação bancária do político e de sua esposa, Fernanda Bolsonaro. Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio preso ontem em Atibaia (SP) e apontado como o suposto operador do esquema, fez pagamentos com dinheiro vivo de ao menos dois boletos escolares das filhas de Flávio Bolsonaro, entre janeiro de 2013 e dezembro de 2018. O policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro preso nesta quinta-feira (18), era monitorado e sofria restrições de movimentação impostas pelo advogado Frederick Wassef, indicam mensagens apreendidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

A partir do cruzamento de dados bancários com imagens de câmeras de segurança de uma agência na própria Alerj, o MP apontou que Queiroz pagou as mensalidades escolares das duas filhas de Flávio e Fernanda no dia 1º de outubro de 2018, no valor total de R$ 6,9 mil. O pagamento foi feito em espécie. Ainda segundo o MP, Flávio e Fernanda não haviam feito nenhum saque nos 15 meses anteriores a este pagamento, “de forma que não haveria lastro financeiro lícito de dinheiro em espécie para efetuar a operação bancária”, segundo os investigadores.

Portanto, de acordo com o MP, conclui-se que o dinheiro utilizado pelo operador financeiro para pagar as mensalidades da escola das filhas do líder da organização criminosa não proveio das fontes lícitas de renda do casal, mas sim dos recursos em espécie desviados da Alerj e entregues pelos “assessores fantasmas” a Fabrício José Carlos de Queiroz. Os promotores investigam outros 114 boletos bancários das escolas das filhas e do plano de saúde da família de Flávio Bolsonaro cujos valores não foram debitados das contas do então deputado nem de sua mulher. O valor total desses boletos chega a R$ 261,6 mil. O MP suspeita que o próprio Queiroz possa ter feito parte ou todos esses pagamentos. Queiroz foi assessor de Flávio Bolsonaro entre 2007 e 2018. Ele deixou o gabinete em outubro, 15 dias antes do segundo turno da eleição presidencial. Dois meses depois, foi revelado um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontava que Queiroz movimentou em sua conta corrente R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017. O relatório fez parte das investigações da "Operação Furna da Onça", pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal.

Os dois últimos boletos de Flávio Bolsonaro investigados pelo MP, em novembro e dezembro de 2018, foram pagos depois da exoneração de Queiroz, mas antes que viesse a público o relatório sobre as movimentações financeiras do ex-assessor.

O advogado Luis Botto Maia, ligado ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), se comunicou com o miliciano Adriano da Nóbrega em dezembro do ano passado, quando o ex-policial militar já estava foragido, de acordo com informações do Ministério Público do Rio de Janeiro. O encontro, segundo os investigadores, foi precedido de uma reunião com Fabrício Queiroz e o advogado Frederick Wassef, que defende Flávio e o presidente Jair Bolsonaro. Além de Botto Maia, também participou do contato Márcia Aguiar, mulher de Queiroz —ex-assessor do senador e amigo do miliciano. De acordo com a Promotoria, os dois se encontraram em 3 de dezembro do ano passado com Raimunda Veras Magalhães e Julia Lotufo, mãe e a mulher de Adriano, respectivamente, em Astolfo Dutra (MG), cidade da zona da mata mineira. A existência do encontro e o teor foi identificado por meio de mensagens no celular de Márcia, cujo conteúdo foi apreendido em dezembro do ano passado, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. De acordo com as mensagens, Queiroz orientou a mulher a se encontrar Botto Maia a fim de receber instruções. No dia 30 de novembro, Raimunda pede para que Márcia a encontre pessoalmente no dia seguinte na cidade mineira, a 273 km do Rio de Janeiro. Mulher de Queiroz também participou do contato, feito por meio de mãe e mulher de Adriano da Nóbrega.

A prova apresentada pela Promotoria para apontar como razão do encontro para uma comunicação indireta com Adriano é uma mensagem em que Márcia relata a Queiroz que também estaria presente a mulher do miliciano. “A esposa do amigo vai estar com a mãe dele terça-feira [dia 3/12/19]. Aí ela vai falar com o amigo sobre o recado. Depois que ela falar com o amigo, ela vai entrar em contato comigo”, escreveu Márcia. O amigo, para os investigadores, é o miliciano até então foragido Adriano da Nóbrega. Os textos apontam que, um dia antes da reunião, Botto Maia se encontrou com o advogado Frederick Wassef em Atibaia, onde Queiroz esteve ao longo do último ano. “Anjo já foi?”, perguntou Márcia a Queiroz no dia 2 de dezembro, usando o apelido atribuído a Wassef. “Gustavo já foi embora?”, questionou ela em seguida.

De acordo com as mensagens, Márcia ficou na casa de Raimunda por três dias até a chegada de Botto Maia. Na noite da reunião, 3 de dezembro, Queiroz recebeu da mulher uma foto do três. Julia não aparece na imagem. Botto Maia atuou na campanha de Flávio Bolsonaro ao Senado em 2018 e foi responsável pela prestação de contas do PSL no Rio de Janeiro quando o filho do presidente esteve à frente da sigla no estado. No ano passado, recebeu uma procuração de Flávio para ser seu representante legal junto ao MP-RJ no acompanhamento da investigação do caso da “rachadinha”. Atualmente, o advogado ocupa cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Rio como assessor parlamentar do deputado Renato Zaca, ex-PSL e atualmente sem partido. Até o final de março deste ano, ele foi chefe de gabinete do deputado estadual Dr. Serginho, bolsonarista líder do PSL na Casa. O advogado é irmão do bombeiro tenente-coronel Lauro Botto, preso, quando então capitão, durante manifestação dos bombeiros em 2011 por melhores salários e condições de trabalho. Ainda deputado estadual pelo PP, Flávio defendeu Lauro em plenária na Assembleia e auxiliou para que fosse solto. As mensagens indicam ainda que Raimunda e Márcia se encontraram no dia 17 de novembro, supostamente com a resposta de Adriano para Queiroz. O MP-RJ chega a afirmar em sua peça que o miliciano iria organizar um plano de fuga para toda a família do ex-assessor de Flávio. Não há no pedido de prisão, contudo, indicação da origem desta informação.



A Polícia Federal decidiu tomar o depoimento do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, sobre as suspeitas de vazamento de uma investigação sigilosa que mirou parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio e detectou movimentação financeira atípica nas contas dele. Queiroz foi preso preventivamente na quinta-feira por uma outra investigação, do Ministério Público do Estado do Rio, sobre um esquema de rachadinha (desvio de salários) que funcionaria no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio. O caso do vazamento está em investigação pela PF do Rio após uma entrevista do empresário Paulo Marinho, ex-aliado de Bolsonaro. Marinho afirmou que a equipe do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) recebeu informações vazadas da Operação Furna da Onça indicando que Queiroz estava na mira das investigações e que isso teria motivado a demissão do assessor do seu gabinete. Segundo fontes da PF, o delegado Jaime Cândido, responsável por conduzir o inquérito sobre o vazamento, já determinou o agendamento de uma data para o depoimento de Queiroz. A previsão é que o ex-assessor seja ouvido na condição de testemunha, por isso ele não teria direito a permanecer em silêncio. A avaliação dos investigadores é que Queiroz pode ter informações sobre o possível vazamento que motivou a sua demissão do gabinete de Flávio Bolsonaro, por isso o seu depoimento é considerado essencial para a elucidação dos fatos. O primeiro depoimento foi do próprio empresário Paulo Marinho, que reiterou as acusações feitas na entrevista e apresentou novos detalhes. Marinho também entregou seu celular como prova de reuniões que manteve com Flávio Bolsonaro na época da campanha eleitoral. Outros depoimentos, de investigadores da Furna da Onça e de outros assessores de Flávio, já foram tomados. A tomada do depoimento de Queiroz justamente pela PF do Rio pode ampliar o desgaste do presidente e as pressões na Polícia Federal, que geraram uma crise que culminou no pedido de demissão do então ministro da Justiça Sergio Moro. Na ocasião, Moro denunciou que Bolsonaro queria interferir na PF do Rio e a Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu um inquérito para investigar os fatos. No pedido de prisão de Fabrício Queiroz, ao explicar a necessidade do ex-assessor estar atrás das grades, o MPRJ afirmou que sua periculosidade “se materializa no fato de ser ex-Policial Militar, com capacidade técnica para o emprego de armas de fogo, além de histórico de mortes violentas”. Os promotores lembraram o episódio em que Queiroz e o miliciano Adriano de Nóbrega mataram uma pessoa durante uma ocorrência policial quando ainda eram PMs.

O MPRJ também informou ao juiz Flavio Itabaiana que “há fortes indícios de que Fabrício Queiroz ainda mantenha influência sobre o grupo de milicianos que domina os bairros do Itanhangá e Rio das Pedras, chegando a prometer a um amigo ameaçado pela milícia que intercederia pessoalmente a seu favor junto aos criminosos” O policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) preso ontem em Atibaia (SP), sacou quase R$ 3 milhões em espécie durante os 11 anos e oito meses que foram analisados pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) a partir de quebra de seu sigilo bancário. A informação consta no despacho que autorizou a prisão de Queiroz, assinada pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, no último dia 16. O MP-RJ descreveu como "intensa" a rotina de saques nas contas de Queiroz no período em que seu sigilo foi levantado. Foram R$ 2.967.024,31 em quase 12 anos.


A verdadeira Milicia Bolsonarista: a Polícia Militar dos Estados

Depois de uma evolução que parecia ir crescentemente na direção da constituição de uma guerrilha bolsonarista, que frequentou as ruas neste meses de abril e maio, o movimento sofreu uma série reveses neste mês de Junho. A grande novidade foi o movimento das Torcidas organizadas , que começaram a enfrentar os atos bolsonaristas, expulsando-os das ruas. No dia 7 de Junho assistiu-se à primeira manifestação inequívoca de que temos uma nova milíicia bolsonariana nas ruas, armada até os dentes e gastando o dinheiro público na repressão única e eexclusiva das manifestações pela democracia.Ou seja, o fascismo está armado e seu nome é Polícia Militar. O que suspeitava que estivesse acontecendo no motim da PM do Ceará e na morte do miliciano Adriano agora se confirmou e foi transmitido ao vido pela CNN como "breaking news".

O assunto, no entanto, não foi destacado pela mídia, nem repercutiu no Congresso.Um escândalo dessas proporções , com uma força militar cujo objetivo seria defender a sociedade civil se volta contra ela e toma partido a favor dos fascistas. Todos assistiram a policia protegendo uma senhora com a bandeira dos Estados Unidos e com um taco de beisebol ameaçando os manifestantes antifascistas. Surgiu um agente provocador, um militar da reserva da PM com farda e provocando acintosamente os manifestantes. Teve alguma medida contra isso do Governo Paulista, já que a PM protegeu uma manifestação que pedia o Fora Dória? Nada. Mas os militantes fascistas civis sofreram varios reveses nestes últimos dias. Os militantes mais aguerridos foram presos, com base na Lei de Segurança Nacional e vários blogueiros e 11 deputados bolsonaristas estão sendo submetidos a inquérito pelo STF e PGR. O STF determinou que os dados bancários dos alvos da investigação sejam compartilhados com a Receita Federal para a produção de relatórios de inteligência a partir da comparação com os rendimentos declarados oficialmente por eles e análise de dados econômicos, financeiros e fiscais. Pela primeira vez um Governo Estadual teve coragem de enfrentar a PM. Esta estava informada de que os "300 do Brasil" tentariam agredir fisicamente o predio do STF e a PM do DF nada fez, comportando-se como bolsonarista. O governador do DF, apesar de bolsonarista, demitiu o comandante da PM em função desta atitude.

É o mínimo que o Governadotr de SP deveria ter feito, mas o sr. João Dória, como bom direitista, resolveu criar uma atitude de considerar os manifestantes fascistas como equivalentes ao dos democratas e decretou que as manifestações deveriam ser em locais e horários diferentes.Esqueceu-se de que a Constituição brasileira não permite manifestações que vão contra a democracias, que lutam por uma ditadura e por isso atacam o STF e o Congresso Nacional. O resultado é que adotou-se um rodízio da Av. Paulista. Neste Domingo só estão autorizados a manifestarem-se na Av. Paulistas os fascistas. Os demais terão que pagar multas que podem ir de 1000 a 200 mil reais se se atreverem a se manifestar em qualquer trecho da Avenida. Quanto à intervenção do STF já está mostrando também sua parcialidade.

A PGR não aceitou enquadrar os militantes na Lei de Sefurança Nacional, mas sim em crimes de injuria e difamação que não levam a nenhuma punição eficaz. E neste Domingo seremos obrigados a aturar grupos fascistas como o Dama de Ferro e outros da mesma laia, bandidos e violentos e que poderão novamente agredir o Congresso e o STF, foretmente protegidos pela Justiça e pela PM paulistas. É preciso que, doravante, os manifestantes adotem táticas para furar este bloqueio e escorraçar definitivamente os fascistas das ruas.


O fracasso do neoliberalismo fascista na Educação: Abraham Weintraub

A problemática e destrututiva atuação do Ministro Weintraub não se resume na sua peculiar e doentia personalidade, mas se relaciona muito fortemente com a falta de projetos do Governo Bolsonaro e nesse caso, de forma aguda, na educação. A experiência de atuação do ministro tem uma grande marca: o fracasso. Todas suas iniciativas , como a do projeto "future-se" foram fracassadas e não conseguiram se concretizar. Isto porque a tentativa de submeter a educação no Brasil ao projeto neoliberal está fadado ao fracasso.

Resumidamente, parte-se do princípio de que a gestão da educação pública fracassou e que é preciso privatizar o ensino e a gestão. Esquece-se que mesmo nos Estados Unidos a educação é fortemente gerida de forma privada e há grandes Universidades privadas , que essa privatização não nega e elimina a intervenção do Estado, pelo contrário, o pressuposto do investimento privado é o pesado investimento feito pelo Estado. Por essa razão a gestão Weintraub se limitou a desenvolver uma propaganda permanente do projeto neoliberal e uma crítica ideológica ao ensino tal como é organizado no país. Dessa crítica ideológica evolui para uma militância política agressiva contra as instituições democráticas e desenvolvendo ações na liha guerrilheira no estilo dos 300 do Brasil.

Sua conhecida incompetência na gestão do Ministério ficou, assim, obscurecida por esse discurso ideológico. Na sequência adotou um comportamento tradicional em membros de quadrilhas, que são cúmplices no conhecimento dos crimes cometidos. Não se sabe, evidentmente, o que Wientraub usou para convencer Bolonaro a indicá-lo para diretor-executivo do Banco Mundial. Certamente, imagina-se que foram argumentos muito persuasivos, pois entre a indicação e a partida do ministro transcorreram-se 2 dias incompletos.

Na verdade, técnicamente, ele fugiu do país pois só foi exonerado do cargo de ministro quando já estava nos EUA. Afinal, Weintraub é alvo de investigação no inquérito das fake news, que está em andamento no Supremo, além de um inquérito por racismo por conta de seus comentários sobre a China.Por muito menos , já tivemos a tomada do passaporte para impedir uma fuga. As reações não tardaram,mas o STF não tomou nenhuma iniciativa para impedir a fuga, apesar de que o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido para impedir que o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, saia do Brasil. 15 organizações e mais de 255 pessoas assinaram a carta endereçada ao Banco Mundial contra a nomeação de Abraham Weintraub como diretor-executivo da instituição.A lista de signatários inclui profissionais de várias áreas e conta com nomes como os de Chico Buarque, do diretor de cinema Fernando Meirelles, o ator Paulo Betti, o ex-ministro da Educação Rubens Ricupero, a históriadora Lília M. Schwarcz e a economista Laura Carvalho.

Entre as organizações, assinaram a ONG Conectas Direitos Humanos, a 342Artes, a 342 Amazônia e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.A carta desaconselha a indicação de Weintraub, afirma que ele poderia causar “danos irreparáveis” e lista uma série de argumentos contra o agora ex-ministro da Educação. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub promoveu uma "destruição" na educação brasileira e que a família Bolsonaro tem como lógica trabalhar com a mentira.

"Me assusta profundamente o grau de destruição não apenas da educação, mas do comportamento, da ordem pública, o grau de destruição do respeito às pessoas, o grau de destruição do jeito carinhosos como os brasileiros costumavam ser", disse Lula quando questionado sobre a atuação de Weintraub frente ao MEC Entre as ações citadas pelo petista que prejudicaram a educação estão o corte de gastos na área, as críticas feitas às universidades federais e a tentativa de dar poder ao MEC para nomear reitores para essas instituições.


Fim da Frente Ampla, por uma Frente Única democrática e Popular.

Algumas semanas atrás, a esquerda comemorava a vitória da Frente Ampla quando foi assinado o manifesto “Estamos Juntos”, que supostamente seria em defesa da democracia e dos direitos democráticos. O manifesto, entretanto, destacou-se por dois motivos. O primeiro pelo fato de ter sido assinado tanto por lideranças da esquerda, quanto por articuladores do golpe de Estado contra Dilma Rousseff. As assinaturas vão desde Guilherme Boulos (PSOL) até Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com a presença de outros renomados golpistas, como Cristovam Buarque.

Muitos elogiaram o documento. Outros, como o ex-presidente Lula e o PCO, denunciaram que o manifesto não colocava a luta contra o governo Bolsonaro e pela retomada dos direitos retirados pelo golpe. O PCO, acertadamente, foi mais longe e denunciou que a frente apenas resgataria politicamente setores da direita que são diretamente responsáveis por Bolsonaro e o crescimento da extrema-direita. A festa de muitos (não de todos, é claro…) acabou neste final de semana, quando um dos partidos que compõem a frente firmou posição clara contra o impeachment de Bolsonaro: o PSDB. O presidente dos tucanos, Bruno Araújo, disse em entrevista à Folha de S. Paulo, ser contra interromper o governo Bolsonaro, pois isso potencializaria uma crise no País. FHC, o “democrata”, também se colocou contra o Impeachment, mesmo tendo assinado o manifesto abstrato “em defesa de democracia”.

Como afirmou o presidente do PSDB em entrevista à Folha: “Entre Bolsonaro desconhecido e o PT, que nós conhecíamos profundamente, era preferível apostar num fio de esperança, que não funcionou, do que em algo que, na minha concepção e de muitos nossos, também não iria funcionar”. Em outras palavras, contra o PT, era preferível um fascista (e todos no meio político já sabiam quem ele era). A festa dos defensores da Frente Ampla foi mais uma vez golpeada quando, na última segunda-feira, 15, Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes - considerado por muitos como seu porta-voz - também colocou-se contra o impeachment de Bolsonaro.

"Eu, pessoalmente, sou contra. A nossa democracia é muito recente, pouco tempo contínua. Ela requer um aprendizado, e o mecanismo de afastar, pressão, impeachment, sempre foi usado por forças dominantes no país", disse em entrevista ao UOL para os colunistas Carla Araújo e Tales Faria. Ou seja, por um lado, o PDT apresenta um pedido de impeachment; por outro lado, um dos senadores do partido (que votaria o pedido no Congresso, uma vez pautado) coloca-se abertamente contra. Não há outra conclusão de que o PDT apresentou o impeachment para ganhar capital político com o crescimento do “Fora Bolsonaro”, mas que na realidade não querem que a medida vá adiante. Oportunismo puro. A pá de cal na Frente ampla veio, nesta segunda feira , 15/06, do que já foi o maior partido do país: o PMDB O deputado federal Baleia Rossi, atual presidente do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), acredita que o momento do país não é propício para a discussão de um possível pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O partido, que tem uma tradição de ser decisivo no Congresso por sua numerosa base, foi fundamental no processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016. "Entendo que o impeachment desestabilizaria nosso país, então acho que no meio de uma pandemia querer discutir isso é um desserviço ao nosso país, aos brasileiros, às famílias que estão enlutadas", afirmou nesta segunda feira, Rossi em entrevista à CNN Brasil.


O POVO BRASILEIRO NÃO CUMPRE ORDENS ABSURDAS DE GENERAIS FASCISTAS !

A posição do Supremo de que o Artigo 142 da Constituição não autoriza as Forças Armadas a uma "intervenção constitucional" , expressa em uma decisão do Ministro Luiz Fux, foi diretamente contestada pelo Bolsonaro e a cúpula das Forças Armadas, através de nota. "As FFAA [Forças Armadas do Brasil] não cumprem ordens absurdas, como p. ex. a tomada de poder. Também não aceitam tentativas de tomada de poder por outro Poder da República, ao arrepio das leis, ou por conta de julgamentos políticos", afirma a nota.

De acordo com o o líder da bancada do PT no Senado Federal, Rogério Carvalho (PT-SE), "as intenções de Bolsonaro, a cada pronunciamento, ficam mais claras. Ele quer usar e transformar as Forças Armadas brasileiras num braço de força contra o Brasil e os brasileiros para impor um governo incompetente, incapaz de defender a vida e respeitar a democracia”.

Estas Forças Armadas é que estão por trás de todas as deformações a que o regime político nascido da Constituição de 1988, foi submetido nestes últimos tempos.

Elas planejaram e executaram o Golpe de Estado de 2016 e redefiniramn toda configuração estratégica brasileira desde então.Não só submeteram a nação brasileira à perda de sua autonomia, com a entrega da Petrobras e do pré-sal aos estrangeiros, como liquidaram todas as conquistas sociais e populares com as reformas fiscal ( do teto), trabalhista e previdenciária. Com isso o Brasil deixou de ser um Player global, capaz de articular com todos os países de acordo com nossos interesses, e passou a ser parte da área estratégica do Governo Americano. Agindo direta ou indiretamente nos vários países da América Latina, as FF AA quebraram nossa alianças com governos nacionais e populares da America Latina, possibilitando golpes mais ou menos brandos e produzindo o surgimento dos Governos direitistas e submetidos ao Governo estadunidense no Equador. Bolivia, Paraguai, Chile e outros tantos.

Hoje as Forças Armadas não são tem mais autonomia operacional, pois funcionam como um braço do comando sul das Forças Armadas dos EUA, sem qualquer papel próprio senão o de executar no Brasil a estratégia do Governo e do "estado profundo" americano. Todas as mudanças foram feitas à revelia do povo brasileiro e de suas instituições democráticas, pois através do Golpe de 2016 e , masis recentemente, a eleição fraudulenta de Bolsonaro, mudou-se totalmente a definição estratégica de nossas relações internacionais, de um posicionamento autônomo, para outro sumetido à pauta do Governo Americano e do Estado Judeu. Com isso passamos a apoiar o Governo fantache de Juan Guaidó na Venezuela, anunciar o estabelecimento da nossa embaixada junto a Israel, em Jerusalém e passamos a atacar a China, até agora nosso principal parceiro comercial, como se fosse nosso inimigo, prejudicando os verddeiros interesses e aspirações do povo e da nação braileira.

Foram as Forças Armadas que, em conluio com a CIA e outros órgãos do governo estadunidense, tramaram e executaram a criminalização e encarceramento do principal lider operário e politico do País, o LULA. Foram elas que impediram a sua participação nas eleições, com o famoso veto empreendido ao Supremo pelo "democrata" General Vilas Boas.

Agora avançam contra nossa democracia, como através da nota do General Heleno,ameaçando de Golpe se o STF determinasse a apreensão do celular de Bolsonaro. O Supremo se acovardou e aceitou o arquivamento do processo. Colocam-se neste mesmo patamar a entrevista do General Ramos à revista Veja em que alerta a oposição " ou outro lado" para não "esticar a corda", ameaçando novamente a democracia. A recente nota do Governo e dos Generais Fascistas mostra que se está claramente articulando novamente mais um golpe de Estado cujo objetivo é implantar um novo regime ditatorial no país. Só que, dessa vez, sem o mínimo apoio de setores importantes da nação brasileira. Dessa forma os Generais sabem que haverá reação. Por isto já planejam um Golpe Militar violento, apoiado nas milicias privadas ou públicas como as PMs , que terá que promomover um verdadeiro banho de sangue para se impor e ser capaz de exterminar as principais lideranças populares , partidos comprometidos com o povo e a soberania nacional e organizações dos trabalhadores como a CUT eo MST.

Nesse quadro, o povo brasileiro tem de ficar alerta e agir permanentemente pela derrubada deste governo criminoso, racista, homofóbico e machista o mais rápido possível.

Temos que extirpar imediatamente e de forma definitiva este câncer que está destruindo o país e está entregando nossas principais riquezas aos estrangeiros, buscando liquuidar com nossa soberania nacional.

Os generais brasileiros atuais não tem qualquer compromisso com a defesa dos verdadeiros interesses nacionais.Nem mesmo são capazes de defender minimamente as estatais estratégicas como o fizeram os generais do Golpe de 64. Os generais atualmente no Governo só querem obter e manter seus escandalosos privilégios, como uma casta fora e contra o povo. São autênticos traidores da pátria e deverão , depois da queda do fascismo, serem julgados e condenados por um tribunal popular como responsáveis históricos por verdadeiros crimes de guerra e de lesa-patria.

Estas forças militares deverão passar por uma reestruturação total, extirpando e liquidando com estes generais, coroneis, uma casta privilegiada de fascistas e vendidos os estrangeiros, capazes de cometer os piores crimes contra a maioria da população brasileira e submeter o país ao domínio de um bando de exploradores do povo como os banqueiros sanguessugas do trabalho do trabalhador brasileiro. Tem um apoio quase total de uma burguesia que também não tem qualquer compromisso com interesses nacionais e que sonha com Miami , Paris e Disneylandia e busca de toda maneira não se confundir com o povo, com a nação e coma pátria brasileiras.

CHEGA! BASTA ! Nós, povo brasileiro, também não queremos mais receber ordens absurdas e criminosas de uma gangue que assumiu o governo brasileiro, capaz não só de todos os piores crimes contra o Brasil e seus povo, como negar os princípios elementares da ciência e do desenvolvimento moral e intelectual da Humanidade.A Terra, definifitivamente, não é plana. Por issso, em nome da ciência, do progresso, e dos interesses mais profundos do povo e da patria brasileira vamos fazer tudo para derrubar este Governo, de agora em diante considerado inimigo verdadeiro de todo o povo e da nação brasileira.


TCU aprova pedaladas monstros de Bolsonaro

O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou com ressalvas, na quarta-feira (10), as contas do presidente Jair Bolsonaro.

A aprovação foi por unanimidade. A corte é composta por nove ministros.

Há dois crimes claros de "pedaladas " de Bolsonaro. Primeiro , a terceirização de despesas de ministérios para estatais, prática vetada pela Constituição.

Segundo, o pagamento de aposentadorias sem previsão orçamentária, o que pode significar crime de responsabilidade e levar à abertura de um processo de impeachment.

Por muito menos do que isso, a ex-presidente Dilma Russef teve as contas reprovadas pelo TCU e sofreu um impeachment por ter usado recurso de bancos públicos no pagamento de benefícios sociais do governo.

Uma das mais graves infrações feita para burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal, fez com que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) usasse recursos previstos no Orçamento deste ano para arcar com R$ 1,48 bilhão em despesas do ano anterior com o pagamento de benefícios.
Mas o pior é que o maior crime foi cometido por nada mais nada menos que o Ministério da Defesa,cujo titular frequentou as manifestações bolsonaristas contra o Congresso e o Supremo.

A pasta destinou recursos sob a rubrica de "aumento de capital" para a Emgepron, empresa ligada ao Comando da Marinha que gerencia projetos navais. Mas não foi para isso que os miliares golpistas destinaram os recursos, mas sim para adquirir embarcações para operarem na base de pesquisa na Antártida, ou seja, gastos correntes. Com essa manobra, o Ministério da Defesa se isentou de SETE BILHÕES e 600 MIL REAIS em despesas em seu balanço. Assim fazendo evitou o impacto direto no cumprimento do teto de gastos e no resultado fiscal da União.

O Ministério da Defesa usou, portanto, de evidente MÁ FÉ , de um estratagema para fugir e ultrapassar o teto de gastos determinado pela famosa Emenda Constitucional 95 que, desde 2016, impede a execução de gastos públicos de um ministério ou demais órgãos da administração pública direta por meio de estatais. E foi isso que fez o "honestissimo" Ministro da Defesa, pois Despesas com aumento de capital de estatais não dependentes, como a Emgepron, não podem ser contabilizadas para a apuração do teto de gastos e escapam, portanto, dos limites de despesas primárias. Mas, para o TCU, inexplicavelmente , esta manobra de bilhões não configura crime de responsabilidade !!!!

A lista de crimes, no entanto, é grande:

-- problemas nos compromissos assumidos pelo governo com organismos internacionais. Em 2019, foram destinados R$ 561,3 milhões para esse custeio e as obrigações, no entanto, somaram R$ 2,8 bilhões.
-- A dívida pública projetada para este ano está em 90% do PIB e deve terminar acima de 100% com uma nova rodada de socorro financeiro para evitar os estragos causados pelo vírus na economia.
--- A pandemia também motivou outro alerta do tribunal em relação ao descumprimento da regra de ouro, mecanismo legal que limita o crescimento dos gastos de um ano à inflação do ano anterior.
No ano passado, a União registrou receitas de operações de crédito de R$ 1 trilhão e realizou despesas de capital de R$ 871,7 bilhões. Ou seja, a União estourou a regra de ouro em R$ 185,3 bilhões e, para isso, precisou se endividar ainda mais com autorização do Congresso, que liberou um crédito extraordinário de R$ 248,9 bilhões. Essa situação de descumprimento da regra de ouro se estenderia até 2026, segundo projeções do Tesouro. Com os gastos decorrentes da pandemia, essa projeção terá de ser ampliada.

Em 2020, o governo precisará de novo aval do Congresso de, ao menos, R$ 250 bilhões para o cumprimento da regra de ouro. Não foi , portanto, desprovida de sentido a atitude do Presidente do Banco do Brasil na reunião ministerial ocorrida no Palácio do Planalto em abril chamou o Tribunal de "central do terror" por considerar que a atuação dos auditores fere a independência do poder Executivo. Mas, para o Governo fascista de Bolsonaro, o TCU passará para a história como uma Casa de Irene.


Dono da Havan, é sonegador de 2,5 bilhões de reais à Receita Federal

Financiador de Fake News, Luciano Hang, o dono da Havan, é um sonegador da Receita Federal. Daí se explica seu terno verde amarelo e sua bolsonarice canina. A Receita Federal descobriu sonegação de contribuição previdenciária por parte da Havan, empresa comandada por Luciano Hang, apoiador do presidente Jair Bolsonaro. O crime é semelhante ao que levou o empresário a ser condenado em segunda instância em 2003. Na ocasião, ele fez um acordo para pagar o que devia e a execução da pena acabou misteriosamente suspensa.

O caso mais recente chegou ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que negou recursos e manteve a autuação. Entre contribuições e multas, a Receita cobra da Havan R$ 1.052.000,00. O processo é de 2013. Em valores corrigidos, o crédito tributário cobrado da empresa alcança R$ 2.486.973,20.

A Havan deixou de declarar e de recolher devidamente a “contribuição previdenciária patronal”, a “contribuição destinada a terceiros” (SESC, SENAC, SEBRAE, INCRA e FNDE), os “incidentes sobre a rubrica de folha de pagamento aviso prévio indenizado” dos funcionários e até a contribuição empresarial que deveria recolher por patrocínio a time de futebol da cidade. Além disso, entre janeiro e dezembro de 2010, segundo os fiscais, a empresa inseriu na documentação contábil uma compensação de créditos indevidos. A manobra reduziu a contribuição previdenciária patronal incidente sobre a remuneração dos empregados. Isso levou a Receita a apontar suspeita de falsificação de documento, crime previsto no artigo 297 do Código Penal.

Em casos de sonegação, processos são extintos quando a dívida é quitada ou parcelada. A Havan não informou qual providência adotou. Procurada pelo Estadão, a Receita Federal destacou que não comenta casos ou decisões que envolvem contribuintes específicos. A posição do MPF foi acolhida pela Justiça Federal em Santa Catarina no último dia 5 de março. O empresário fez uso de práticas ilegais com o claro objetivo d burlar a legislação.Uma denúncia antiga do MPF sustentou que o empresário fazia um "pagamento por fora" de salários e remunerações de seus funcionários da matriz e da filial de Curitiba. Havia duas folhas. Em uma era lançada a remuneração fictícia, menor. Na outra, os salários realmente pagos. Todas as verbas remuneratórias eram calculadas com base em valores inferiores aos realmente recebidos.

Hang foi condenado a três anos, 11 meses e 15 dias de pena privativa de liberdade, além de multa. A punição foi generosamente substituída por prestação de serviços comunitários e pagamento de dez salários mínimos mensais durante o período da condenação. Ou seja, literalmente Hang compou sua liberdade.